29/06/2016

O filho pródigo a casa volta

"[...] Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para o seu filho, e o abraçou e beijou. O filho lhe disse: 'Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou digno de ser chamado teu filho'. Mas o pai disse aos seus servos: 'Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçado em seus pés' [...]" Lucas 15; 20-22.  

Vamos começar do começo, eu nasci em um lar cristão, desde pequena fui levada a igreja e tive instrução do que era certo e errado, porém eu ia porque tinha que ir, não era porque eu queria servir a Deus, apenas ia por ir e por isso no primeiro erro que encontrei saí da igreja. Acabei me baseando nas pessoas e não em Jesus e no amor de Deus por mim e isso foi o suficiente para eu achar que estava certa em abandonar tudo, na verdade nunca estive por completa servindo a Deus, como dizia minha mãe 'um pé na igreja outro no mundo' e então optei "por um dos pés" e com 18 anos resolvi não frequentar mais.
Menina crescida na igreja sempre ouvi que a alegria que o mundo lá fora trazia era passageira, mas como eu nunca havia de fato experimentado a alegria que Deus poderia me dar, achava aquilo apenas uma forma de trazer as pessoas para igreja. Fiz muitas coisas que eu achava que poderia me dar alegria e de fato eu achava que era feliz, porém quando de noite eu colocava a cabeça no travesseiro muitas vezes lágrimas rolaram por mais decepções acumuladas, eram tantas que eu achei que já não tinha mais jeito, e fui cada vez indo mais fundo, ignorando os concelhos do meu pai que, sempre pensando no melhor, me repreendia, mas como eu era "de maior" não dava bola e me achava madura o suficiente para escolher o melhor pra mim. Fiquei dos 18 aos 20 anos buscando em todos os lugares e em outros braços a felicidade, mas sempre que eu estava sozinha eu percebia que não era feliz, perdi alguns amigos que queriam me ajudar, e adquiri gastrite por causa da grande quantidade de bebida alcoólica, fiz coisas que quando lembro me arrependo profundamente.
Quando me mudei para Joinville para a casa dos meus pais, frequentei por um curto período de tempo a igreja, mas ainda assim eu não sentia que queria aquilo de verdade, mas não tinha mais a mesma vida de antes, apenas não queria ir. Trocamos de bairro e meu pai assumiu uma igreja e foi aí que decidi que iria voltar, mais para ajudar ele, mas já era um começo e meus pais ficaram bem feliz.
Voltei a conversar com Deus (coisa que eu sentia falta, mas por teimosia me recusava a fazer), comecei ler a Bíblia de verdade, procurar referências de pessoas na internet para que eu pudesse estar mais envolvida, e aos poucos fui voltando, e eu lembro o quanto estava constrangida ao pedir perdão para Deus, mas ele me acolheu com todo seu amor, sua compaixão e bondade, assim como o pai recebeu o filho pródigo que retornou para seu lar. A felicidade que senti quando consegui me livrar de todo o peso que eu carregava e de sentir a presença de Deus foi indescritível, tudo começou a se ajeitar: trabalho, faculdade e o coração.
Eu sempre esperava que algo acontecesse para que minha vida se ajeitasse e nunca encontrava o que procurava, mal sabia eu que era tão simples, e hoje eu encontrei o que procurava, acredito e afirmo que a felicidade que o mundo oferece é passageira, mas o que Deus pode nos dar com seu amor e bondade é infinito e nada supera. Muitos podem achar baboseira, mas se sentissem a felicidade de estar acolhida por alguém que te entende e conhece o seu interior, pois foi Ele que te criou, saberiam do que estou falando.
Então filho pródigo esta é a hora de você retornar para a casa do Pai, ele te espera de braços abertos, pronto para te dar amor e te dar a felicidade que o mundo não pode dar. E se você ainda não conhece esse amor, abra seu coração e fale com Ele, mesmo quando não sabemos o que dizer Ele nos entende e nos atende, acalma nosso coração e traz uma paz que vem do céu.

Fiquem com Deus.

Beijos e até a próxima. 


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